HISTÓRIA

A Aldeia da Cuada faz parte da freguesia da Fajã Grande. Criada em 1676, já era habitada seguramente no inicio de Setecentos. O documento mais antigo que foi possível encontrar foi o registo paroquial de um casamento com a data de 8 de Novembro de 1705.

 

A única estatística da população da Cuada reporta-se ao primeiro quartel do séc. XIX, numa altura em que a população das Flores caminhava já para o seu máximo, que viria a atingir á entrada da segunda metade de Oitecentos. Á data a Cuada tinha 122 habitantes, distribuídos por 20 modestíssimas moradias. Dos 61 homens que então aqui viviam, nem um só usava calçado e somente duas casas tinham telha a cobri-las.

 

Sem acesso fácil ao mar, a Cuada teve na agricultura a sua principal fonte de subsistência durante séculos. A outra fonte de algum rendimento provinha da tecelagem, já que o lugar se transformou num verdadeiro alfobre de tecedeiras, havia casas que possuíam dois e três teares, muito procuradas pelo esmero do seu trabalho.

 

A  Aldeia da Cuada  foi abandonada nos anos 60 pelos seus habitantes que emigraram principalmente para a America e tem vindo a ser reconstruída pelos proprietários Teotónia e Carlos Silva que abraçaram este projecto de uma vida e com determinação estabeleceram a ligação entre o passado e o presente recuperando as casas de pedra mantendo a traça rural e a mesmo tempo adaptando-as ás exigências necessárias para umas férias de sonho.